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Entendendo a bipolaridade em idosos

Entendendo a bipolaridade em idosos

A bipolaridade em idosos provoca um alto impacto na rotina e qualidade de vida, especialmente do portador, mas também afeta o dia a dia dos familiares.

O portal do Ministério da Saúde traz a informação de que o transtorno bipolar (TB) atinge em média 140 milhões de pessoas, praticamente de todas as idades, sendo considerado uma das principais causas de incapacidade.

Pessoas que sofrem de TB costumam apresentar episódios de euforia e fases de depressão. Segundo o portal da Faculdade de Medicina de Minas Gerais, a doença afeta entre 10% a 25% dos idosos.

Quer entender a bipolaridade nos idosos? Continue lendo nosso post. 

O que é transtorno bipolar?

O Ministério da Saúde define o TB como uma doença mental que provoca na pessoa alterações anormais de:

  • humor,
  • energia,
  • níveis de atividade.

Essas alterações afetam diretamente a capacidade dela realizar suas tarefas do dia a dia.

Ou seja, trata-se de um distúrbio psiquiátrico caracterizado por crises de depressão e de euforia. Elas podem variar na intensidade, apresentando-se de forma leve, moderada ou grave. Também variam quanto à duração e frequência. 

Sua causa ainda não é totalmente conhecida, mas sabe que ela ocorre devido a uma desregulação dos mecanismos de neurotransmissores em diversas áreas do sistema nervoso, que pode ter relação com fatores genéticos ou externos.

Para você saber: neurotransmissores são substâncias secretadas pelos neurônios responsáveis por fazerem a comunicação necessária para as diversas partes do sistema nervoso central.

Em especial na terceira idade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas podem vir a favorecer o desenvolvimento do TB. 

Outro ponto a ser considerado é que, segundo o portal de medicina da Faculdade Federal de Minas Gerais, que já citamos, idosos com transtorno de bipolaridade também podem apresentar maior risco de desenvolver demências.

Como identificar a bipolaridade em idosos?

Como já falamos, a bipolaridade em idosos ou qualquer outra idade tem como característica marcante a alteração anormal de humor, que geralmente começa com uma fase de grande euforia que pode durar dias, semanas ou meses, mas termina em um período depressivo. 

Identificar o TB, em especial na população idosa, não é tarefa muito fácil, porque apesar da convivência, é difícil conhecer a fundo a personalidade e o jeito de ser por completo de uma pessoa.

Muitas vezes, os sintomas são confundidos com outros problemas, como apenas um momento de raiva e de tristeza profunda ou ainda extrema alegria, sem que o familiar observe o contexto da condição.

Por isso, listamos para você os principais sinais que podem indicar que o idoso esteja sofrendo de transtorno bipolar.

São eles:

  • humor mais irritável no dia a dia,
  • problemas de perda de memória,
  • dificuldade de raciocínio,
  • não conseguir concluir uma tarefa porque se distrai facilmente,
  • comportamento extravagante no falar, vestir, atividade sexual, etc,
  • autoestima em excesso, ou seja, criar ilusões e dar importância extrema a si,
  • descuidar da aparência e baixa autoestima,
  • apresentar dificuldades para dormir,
  • afastar-se das atividades que tinha prazer em realizar,
  • comportamento compulsivo em relação a cigarros, bebidas, comidas, compras e outras decisões exageradas.

Os comportamentos excessivos, extravagantes e compulsivos são comuns no período de euforia, chamado também de mania, devido ao pensamento acelerado.

Já quando o idoso está na fase depressiva, ele é tomado de profunda tristeza e tende a se recolher. Nesse período, os problemas cognitivos são mais presentes e a pessoa pode vir a pensar em suicídio.

Como tratar?

O diagnóstico de bipolaridade em idosos é realizado a partir de um histórico clínico do paciente e a doença não tem cura, mas tem tratamento.

Somente o médico, pode diagnosticar, acompanhar e receitar a medicação adequada. 

Geralmente, o tratamento envolve o uso de:

  • estabilizadores de humor à base de lítio,
  • anticonvulsivantes,
  • antipsicóticos,
  • ansiolíticos.

Além do uso do remédio, faz parte do tratamento aderir a hábitos saudáveis de vida e a psicoterapia.

Agora que você entendeu a bipolaridade em idosos, que tal continuar a leitura e conhecer a importância da terapia para cuidar da saúde mental do idoso?


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