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Desidratação em idosos: como evitar?

Desidratação em idosos: como evitar?

A desidratação em idosos é uma condição mais comum do que pensamos e mais grave do que imaginamos.

No verão, esse problema é mais recorrente. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, no primeiro trimestre do ano, em média 30% das internações envolvem pessoas desidratadas, sendo a maioria idosos, seguidos de crianças.

O órgão também informa que cerca de 40% das internações anuais por desidratação são de pessoas acima de 60 anos.

A água é fundamental para a vida e a falta dela pode trazer sérias consequências. Além disso, a terceira idade é mais suscetível a apresentar essa deficiência. 

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura.

Quais as causas da desidratação em idosos?

São várias as causas que fazem com que a desidratação em idosos seja mais recorrente. No entanto, a mais natural delas é que quando o corpo envelhece ele fica com uma reserva hídrica menor.

Ou seja, de forma geral, o organismo de um adulto é formado por 70% de água, com o passar dos anos essa quantidade reduz para até 50%.

Outros fatores que fazem o idoso ficar desidratado são:

  • com o passar dos anos existe uma redução na vontade de tomar água,
  • uso de remédios que podem levá-lo a perda de mais água por meio da micção,
  • diabetes ou doenças renais podem levá-lo a perder mais líquido,
  • doenças, como demências, o leva a esquecer de se alimentar e beber água.

Quais são os riscos? 

A desidratação em idosos ou em qualquer outra pessoa é caracterizada quando há perda excessiva de água por parte do organismo e não há reposição. 

O líquido exerce funções essenciais para o organismo, como:

  • transportar nutrientes,
  • ajudar na digestão e no funcionamento dos intestinos, 
  • eliminar as toxinas,
  • regular a temperatura,
  • prevenir câimbras, 
  • protege o coração, 
  • ajudar no controle da pressão sanguínea.

A ausência ou a falta, em estágio leve ou moderado, pode ocasionar dores de cabeça, tontura, fraqueza, sensação de boca seca, sonolência, redução na quantidade de urina, aceleração dos batimentos cardíacos, câimbras e ressecamento na pele.

Em estágio grave, pode provocar:

  • muita sede, 
  • ausência de urina, 
  • aceleração respiratória,
  • convulsões,
  • pele fria e úmida – algumas vezes pegajosa,
  • baixa na pressão arterial. 

O conjunto dessas reações pode favorecer pedras ou infecções nos rins, doenças pulmonares, constipação, agitação, apatia e confusão mental.

Lembrando que baixas da pressão podem resultar em tontura, levando o idoso à quedas, fraturas, desmaios e até mesmo à morte. 

Como manter a hidratação?

Para evitar a desidratação em idosos, é importante lembrar que o ideal é que ele esteja sempre saciado. 

Opte por pequenas quantidades de líquidos várias vezes ao dia, podendo ser uma vitamina, sucos, água, sopa, chás, ou frutas, especialmente melancia, abacaxi, melão, laranja, tangerina, etc.

É importante também evitar os alimentos com alto teor de sódio.

Quando o idoso mantém a sua autonomia, ele mesmo deve inserir na sua rotina esse hábito, caso contrário compete ao familiar tomar esse cuidado. 

Em especial, nos dias mais quentes de verão, evite saídas nos horários de maior calor, use roupas mais frescas e aumente a ingestão de líquidos. 

Se o idoso apresentar diarreia ou vômitos, invista no soro caseiro e ao sinal de qualquer sintoma de desidratação procure um médico o mais rápido possível.

Agora que você conferiu como evitar a desidratação em idosos, que tal continuar a leitura e conhecer 3 mudanças alimentares indicadas para pessoas acima de 50 anos?


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