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Evolução do Alzheimer: o que preciso saber?

Evolução do Alzheimer: o que preciso saber?

A evolução do Alzheimer é marcada pela piora do quadro da doença, apesar de alguns pacientes apresentarem uma certa estabilidade nos seus sintomas.

Segundo o Alzheimer’s Disease International, a cada três segundos uma pessoa desenvolve demência ao redor do mundo e já são mais de 55 milhões de pacientes que sofrem desse mal. 

O Ministério da Saúde estima que no Brasil são diagnosticados 100 mil novos casos de demências e o Alzheimer é o tipo mais comum delas. Ele atinge em especial pessoas com mais de 65 anos.

A doença é progressiva, não tem cura e a evolução dos seus sintomas pode se dar em estágios diferentes. Vamos conhecer cada um deles?

Quais os estágios do Alzheimer?

Muitas vezes, os sintomas iniciais de demência são confundidos tanto pelo paciente como pelos seus familiares com a perda de memória associada à idade.

Com o envelhecimento, é normal ocorrer a perda da memória, no entanto, a condição não deve impedir o idoso de realizar suas atividades diárias de rotina.

O Alzheimer não causa apenas perda da memória, mas também afeta:

  • o juízo, 
  • o pensamento, 
  • o comportamento,
  • a qualidade de vida do idoso.

A evolução do Alzheimer varia conforme o histórico do paciente, mas, de forma geral, a progressão dos sintomas pode ser dividida em 3 fases, que são:

1ª fase

Na primeira fase, os sintomas da doença podem ser marcados por um conjunto de sinais que vão acontecendo com o idoso e que muitas vezes ele próprio ou parentes e amigos associam ao processo normal do envelhecimento, prejudicando o diagnóstico.

A fase inicial pode ser marcada por:

  • perda de memória recente, 
  • dificuldade para encontrar palavras quando deseja se expressar,
  • perda da noção do tempo, por exemplo, não saber dia, hora, ou diferenciar manhã, tarde, noite,
  • perda da noção do espaço, ou seja, não saber onde está, onde foi, se sentir perdido em lugares conhecidos,
  • dificuldade para tomar decisões,
  • falta de iniciativa e motivação,
  • diminuição do interesse em realizar suas atividades diárias e passatempos,
  • apresentar sinais de depressão, ansiedade e mudança de humor.

2ª fase

A segunda fase da evolução do Alzheimer é caracterizada pelo prejuízo de perda da memória e começam os esquecimentos dos nomes das pessoas próximas.

O idoso passa a ter grande dificuldade de gerenciar a sua vida.

Nessa fase, ele começa a demonstrar que não pode ficar sozinho, cuidar da casa, cozinhar, sair para realizar suas compras e atividades, podendo perder-se tanto em sua própria casa como na rua.

Nessa fase, em regra geral, a pessoa acometida já depende de alguém para ajudá-la nos cuidados de higiene pessoal e no vestir-se.

A dificuldade com a fala também progride e o paciente passa a se comunicar com menos clareza. Começam também alterações no comportamento e ele pode apresentar-se agressivo, inquieto, desconfiado e ciumento. 

Alguns pacientes tendem a ter alucinações, e passam a ouvir e ver pessoas que não estão no ambiente. Geralmente, toda a qualidade de vida é comprometida.

3ª fase

Na terceira fase da doença, a dependência é praticamente completa e a inatividade passa a ser a realidade do idoso.

Além das dificuldades para comer, a comunicação fica totalmente comprometida e o idoso deixa de reconhecer os parentes, amigos e objetos familiares. 

Ele não consegue mais entender o que se passa ao seu redor e tem dificuldades para caminhar.

A incontinência urinária e fecal passam a fazer parte do cotidiano e ele pode manifestar comportamentos inapropriados.

Nessa fase é comum ele depender de cadeira de rodas ou ficar completamente acamado. 

É possível desacelerar a evolução do Alzheimer?

A doença não tenha cura e a cada dia novos estudos buscam alternativas para tratar e reduzir a evolução do Alzheimer. 

Já existem no mercado vários medicamentos que têm como foco impedir os danos e a morte das células cerebrais associadas à demência para ajudar a dar mais qualidade de vida ao doente.

Também são orientados tratamentos para outras condições médicas já desenvolvidas pelo paciente que possam agravar a sua qualidade de vida.

Outra orientação é fazer terapias diversas para ajudar nas mudanças comportamentais, como agitação, agressividade, alterações de humor. 

Agora que você conheceu a evolução do Alzheimer, que tal continuar no nosso blog e ler também sobre quando se preocupar com falta de memória no idoso?


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