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Vitamina D e cálcio podem estender a expectativa de vida

Suplementação reduz taxa de mortalidade em até 9%, afirma estudo.

Idosos que ingerem altas quantidades de vitamina D e cálcio apresentam taxas mais baixas de morte do que aqueles que são deficientes nesses nutrientes. Esta conclusão vem de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores da Aarhus University Hospital, na Dinamarca, e publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.

Os estudiosos analisaram resultados de oito grandes testes sobre vitamina D envolvendo mais de 70 mil pessoas idosas. Um grupo de participantes tomou suplementos com quantidades entre 400 ou 800 UI de vitamina D por dia e 1.000 miligramas de cálcio. Os participantes foram acompanhados durante três anos, em média.

Durante esse tempo, aqueles que tomaram a suplementação de vitamina D e cálcio juntos tinham 9% menos probabilidade de morrer por qualquer causa. A razão para essa redução ainda não é clara, mas os pesquisadores afirmam que a menor taxa de mortalidade não se deve apenas pela prevenção de fraturas, principal indicação para a ingestão de cálcio e vitamina D.

Em estudos anteriores, a vitamina D já foi associada a menores riscos de câncer colorretal e vários outros tipos de câncer, mas a investigação está longe de ser conclusiva. Segundo os autores, o cálcio com vitamina D aparentemente trazem benefícios para a saúde geral, mas são necessários mais estudos para compreender essa associação.

Embora o valor da suplementação permaneça em questão, os pesquisadores afirmam que as quantidades de cálcio e a vitamina D obtidas por meio de suplementação no estudo podem ser absorvidas normalmente pelo nosso corpo a partir da dieta, exposição à luz solar e atividade física. É importante consultar um médico antes de iniciar qualquer tipo de suplementação.

Saiba o que deve adotar ou evitar para ter mais cálcio no organismo

Você sabia que apenas 10% da população brasileira ingere a quantidade diária de cálcio recomendada? Essa quantidade ideal é de 1000mg por dia, o equivalente a três copos de leite integral mais uma porção de queijo amarelo. Porém, não basta apenas ingerir esses alimentos – existem diversos outros fatores que influenciam a absorção do cálcio pelo organismo:

Mature older people lifting weights

Pratique exercícios!

A médica Syllene Nunes, responsável pela área de Medicina Preventiva da Central Nacional Unimed, conta que quanto mais movimentamos o nosso osso, maior é a ativação dos osteoblastos, que são as células produtoras do osso. “O exercício de impacto submete o osso às forças dos músculos, favorecendo essa ativação”, diz ela. Além disso, a prática de atividade física também auxilia nosso corpo a absorver o cálcio que ingerimos, fortalecendo mais ainda os nossos ossos.

Vitamina D

A nutricionista Camila Freitas, da Vittali, explica que a exposição ao sol ativa a vitamina D que está em nosso organismo, estimulando a absorção intestinal de cálcio. “Dez a quinze minutos diários de exposição ao sol nos braços e pernas, antes das 10h ou após as 16h, é uma boa forma de se obter Vitamina D”, diz a nutri. Em outros horários, sair ao sol é só com protetor solar! Dentre as fontes alimentares desse nutriente, estão a sardinha, o salmão e os cogumelos.

Magnésio e Fósforo

O fósforo e o magnésio fazem parte da matriz óssea. Por isso, ingerir alimentos ricos nesses nutrientes é essencial para a absorção de cálcio e fortalecimento dos ossos. São boas fontes de magnésio as folhas verdes escuras e as castanhas. Já o fósforo é encontrado em carnes, leite e derivados.

Refrigerante

Um estudo publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition indica que pessoas que bebem refrigerantes à base de cola tendem a expelir o cálcio pela urina em maior quantidade. Nenhuma relação significativa foi observada com bebidas gaseificadas sem colas, porém pesquisas adicionais são necessárias para confirmação desses resultados.

Fumo e Álcool

“O álcool em excesso aumenta a excreção urinária de cálcio, magnésio e zinco que são agentes importantes da matriz óssea”, diz Syllene. Além disso, alcoólatras crônicos têm dificuldades para ativar a vitamina D presente no organismo. Os resultados disso podem ser a Osteopenia – redução da formação óssea – e o aumento do risco de fraturas.

Fonte: Minha Vida


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